COCO DE EMBOLADA
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O Vôo de Pardal e Azulão |
Os garotos de Glória de Goitá (Pernambuco), Reginaldo Vasconcelos (Pardal) e Cícero Jaime (Azulão) foram seduzidos pela música e unidos pela vida dura de quem trabalha na roça e tem, com muita sorte, um rádio a pilha para ouvir música e sonhar com o que é narrado em suas letras. Assim cresceram trabalhando e sonhando, inspirados por vários artistas do Coco de Embolada como Barra do Dia, Galo da Índia e Andorinha do Norte, Beija-flor e Oliveira entre outros. As asas de Pardal e Azulão bateram na mesma direção em 1988, ainda em Pernambuco, formaram a dupla.
São Paulo, também para a dupla, veio como o trampolim para o sucesso. Aqui, buscaram seu espaço, divulgando sua arte e valorizando sua gente. Na carreira, já acumulam dois CD’s gravados; “Futebol no Inferno” e o “Corno Conformado” – atual álbum de trabalho. Também trazem na mala várias participações especiais em outros CD’s, como convidados, dentre eles a faixa gravada no CD dos 450 Anos de São Paulo com o grupo de rap Z’África Brasil, Cajú e Castanha e Azevedo e outros artistas.
Pardal e Azulão não esquecem seu passado, mas olham para frente e vêem o futuro como um longo vôo, desafiador e necessário ao coração inquieto do artista.
“Nós sofremos muito para chegar onde estamos e, ainda estamos trabalhando muito para manter um pouco da cultura do nordeste viva, mesmo longe da nossa terra, buscando apresentar para quem não conhece e, relembrando para aqueles que já ouviram o som do balançar do pandeiro...”- Pardal e Azulão.
A alegria, irreverência e crítica social trabalhada nas letras das canções da dupla de cantadores de embolada, Pardal e Azulão, não poderiam ficar de fora do programa Gritos Urbanos.
Os artistas de rua que moram hoje em Santo Amaro, integram o quadro de atrações e enriquecem ainda mais o nosso evento, prometem trazer a todos reflexões sobre a vida do povo brasileiro e os surpreendentes caminhos que esta gente segue por este país a fora.
| OBS! Canto geralmente improvisado, com refrão fixo para desafio para os dois emboladores que se “enfrentam” de maneira semelhante aos repentistas de viola – a diferença é que, na embolada, o instrumento é o pandeiro. Muito comum no litoral nordestino. A “briga” se dá em forma de sextilha. Também é comum um único embolador se apresentar para uma roda de curiosos- neste caso, o poeta usa seus versos para satirizar a platéia, mas sem agredi-la e pedir dinheiro. |
3 Comentários:
como é que faz prá ouvir?
gostaria do contato da dupla "Pardal e Azulão"
pardsoda prazer eles cantarem ão muito bons
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